O folclore representa um sistema de representações – costumes, tradições, crenças, mitos e formas de manifestação artística – que expressa um modo de vida particular, um meio de interpretar a realidade social e o ambiente geográfico, de ordenar a vida em sociedade e de exprimir os valores básicos da cultura.
Personagens e lendas do folclore brasileiro
De origem europeia com influências indígenas e africanas, as lendas, mitos, provérbios e histórias folclóricas transmitidas oralmente no Brasil fundiram-se num constante processo de criação popular. Figuras como o curupira e o boitatá, por exemplo, surgiram de mitos indígenas.
Já o lobisomem e a mula-sem-cabeça foram assimilados da Europa. Vamos conhecer aqui alguns dos principais personagens e lendas do folclore nacional.
Anhangá — Para os indígenas, fantasmas de gente ou de animal; assim, tatu-anhangá era, para eles, o espírito desses bichos.
Ari — Para os bororos, a Lua, oposta a Meri, o Sol.
Boitatá — A “cobra do fogo”, nome que os indígenas davam ao fenômeno do fogo-fátuo; transforma-se em boitatá quem deve ser punido pelo crime de incesto.
Boto — Animal muito comum nas narrativas amazonenses, transforma-se num rapaz bonito, que seduz e engravida as moças, e depois volta à sua condição de peixe.
Caapora (ou Caipora) — Uma índia baixa, peluda e forte, protetora da caça; costuma apaixonar-se por rapazes, por quem concebe violento ciúme; e se eles querem casar-se, açoita-os até a morte com seu chicote espinhento.
Ci — Na teogonia indígena, o princípio gerador materno, que deu origem a todas as coisas; descrita, às vezes, como Coaraci, “a mãe deste dia”.
Cuca — Mito de origem portuguesa; é a velha feia que vem roubar as crianças desobedientes.
Curupira — Duende indígena, anão, com cabelos de fogo e os pés voltados para trás; protetor das matas, rapta os caçadores e faz com que eles percam seu caminho. Conheça mais no artigo Folclore Brasileiro: Curupira, lenda e história.
Iara — A “senhora das águas”, divindade do rio, que atrai os homens com seu canto e os afoga.
Icamiabas — As “sem marido”, versão indígena do mito das amazonas, as mulheres guerreiras.
Jurupari — Demônio que visita os indígenas, à noite, na rede; é o guardião da virgindade e da fidelidade das mulheres.
Lobisomem — Tradição de origem europeia; o homem que, em noites de lua cheia, transforma-se em lobo.
Maíua — Ser misterioso que, segundo os índios, lança mau-olhado sobre os recém-nascidos.
Mula-sem-cabeça — Segundo a tradição, assim são castigadas as mulheres que tiveram relações sexuais com padres; de quinta para sexta-feira, cavalgam desesperadas a noite inteira, destruindo o que encontram.
Saci — Negrinho brincalhão de uma perna só, carapuça vermelha e cachimbo na boca, que se diverte assustando as pessoas e os animais com seu aterrorizante assobio.
Tupã — Para os indígenas amazonenses, o deus supremo, pai de todos os homens, que nascem dele e de uma boneca de pau de samauneira.
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