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O que é Ecologia e Ecossistema?

Criado em 1869 pelo naturalista alemão Ernst Heinrich Haeckel (1834 — 1919), o termo Ecologia deriva das raízes gregas oikos (casa) e logos (estudo). No sentido literal, portanto, Ecologia é o estudo “da casa”, ou do lugar onde se vive, incluindo os organismos nele contidos e os processos funcionais que o tornam habitável. Temas ecológicos, contudo, aparecem até mesmo em textos de filósofos da Grécia antiga, como Hipócrates e Aristóteles, e embora a palavra ecologia ainda não fosse usada, devem-se a biólogos dos séculos XVIII e XIX contribuições importantes para o estudo das relações entre os organismos e o meio-ambiente.


O que é Ecologia e Ecossistema

O que é Ecologia e Ecossistema

O que é Ecologia

A partir de 1900, quando passou a ser reconhecida como um grupo distinto da ciência, a Ecologia desenvolveu-se inicialmente em duas áreas (vegetal e animal), antes de atingir o conceito unificado de Ecologia Ambiental — que, sob impulso do movimento de consciência ambiental surgido em vários países entre 1968 e 1970, passou a representar não só uma subdivisão da Biologia, mas uma disciplina capaz de unir processos físicos e biológicos, integrando as ciências naturais e sociais.

O objeto de estudo da Ecologia

Assim como os sistemas genéticos, celulares e orgânicos constituem o campo específico de outras áreas da Biologia (ver Ciências), a Ecologia volta-se para o estudo das populações (grupos de indivíduos de uma espécie biológica, não necessariamente de seres humanos) e as comunidades (conjunto de populações que ocupam uma determinada área). Nesse contexto, o meio-ambiente abiótico (não-vivo) e a comunidade funcionam juntos como um sistema ecológico, o ecossistema.

O que é Ecossistema

Unidade de estudo da Ecologia, o ecossisterna é constituído por dois componentes básicos — os seres vivos e o meio-ambiente inanimado — que mantêm interações através da transferência de energia e da circulação de matéria, processos que possibilitam a manutenção de sua estrutura e funcionamento. A principal fonte de energia do ecossistema é a luz solar, captada e convertida pelos vegetais clorofilados em energia química (açúcares) por meio da fotossíntese. Essa forma de energia é aproveitada pelos seres vivos, tanto pelas próprias plantas quanto pelos animais herbívoros que delas se alimentam, pelos carnívoros que consomem herbívoros e assim por diante; todos esses organismos produzem detritos (fragmentos, cadáveres, excreções), mais tarde consumidos por outros organismos que deles se utilizam para obter energia (animais, fungos e bactérias). Dessa maneira, observa-se dentro do ecossistema uma teia alimentar. Cada etapa de transferência de energia é denominada nível tráfico, no qual existem os produtores — vegetais fotossintetizantes — e os consumidores — herbívoros, carnívoros, detritívoros, onívoros (consomem qualquer tipo de alimento) e decompositores (fungos e bactérias).

A transferência de energia segue apenas em uma direção: há perda de energia como consequência da respiração dos organismos. Já a matéria apresenta uma trajetória cíclica dentro do ecossistema. As plantas absorvem compostos inorgânicos do solo, transformando-os em formas orgânicas e incorporando-os aos seus tecidos. Sob forma orgânica, essas substâncias são transferidas ao longo dos diferentes níveis tróficos até serem devolvidas ao ambiente abiótico (solo, água), após serem remineralizadas (reconvertidas à forma inorgânica), durante o processo de decomposição.

Ecologia: Diversidade das espécies

As diferentes proporções entre as espécies que integram a comunidade determinam uma biodiversidade, parâmetro que permite avaliar a complexidade funcional e estrutural do sistema. Um alto valor de diversidade, por exemplo, é observado em comunidades onde as espécies não apenas são mais numerosas como também apresentam quantidades de indivíduos bastante próximas entre si. Com isso, existe pouca variação na probabilidade de atuação das espécies dentro do ecossistema. Por outro lado, comunidades com baixos valores de diversidade são aquelas onde se encontram poucas espécies com grande número de indivíduos cada (as dominantes), enquanto as demais estão presentes de maneira bem menos expressiva (as subordinadas). Na natureza, verificam-se situações intermediárias entre esses dois extremos, dependendo das condições ambientais dentro das quais a comunidade está estabelecida.

A Hipótese de Gaia

No aspecto temporal, os ecossistemas vivem um processo de desenvolvimento denominado sucessão ecológica, durante o qual se verifica uma mudança na composição da comunidade; espécies estabelecidas nas etapas iniciais modificam as condições ambientais do local, tomando possível a instalação de outras que as substituam, e assim sucessivamente. As alterações ocorrem ainda sob o ponto de vista funcional do ecossistema, ou seja, nos padrões de fluxo de energia e de circulação de matéria. Na Ecologia, a idéia de que os organismos também adaptam o meio-ambiente físico às suas necessidades básicas traduziu-se na Hipótese de Gaia (referência à deusa grega da Terra); desenvolvida pelo cientista inglês James Lovelok, a partir da década de 70. De acordo com essa teoria, os organismos — em especial os microorganismos — evoluíram junto com o meio-ambiente abiótico, dando origem a um complexo sistema de controle que inclui a formação de uma atmosfera contendo oxigênio, responsável pela manutenção das condições de vida no planeta.

A sucessão ecológica pode ser primária (quando ocorre em um meio-ambiente sem prévia ocupação) ou secundária (em ambientes dos quais a comunidade antes existente foi excluída). É denominado clímax o grau máximo de desenvolvimento que o ecossistema atinge, dentro das condições ambientais sob as quais se encontra. Quando submetidos a perturbações, os sistemas podem atingir, após os distúrbios terem cessado, um novo estado de equilíbrio, diferente do anterior e que recebe o nome de discllmax.

Ecossistemas e a Biosfera

Desde ambientes restritos — como poças temporárias, aquários ou terrários — até os mais extensos — como florestas e oceanos — podem ser considerados ecossistemas, pois neles se verifica a presença de seus componentes básicos e respectivas formas de interação. Entretanto, cada um dos ecossistemas do planeta — sejam terrestres ou aquáticos — são delimitados com finalidade puramente didática. Também entre eles existe interação, de tal forma que todos os ecossistemas, em conjunto, formam a biosfera.

Ecologia e nosso planeta

A Ecologia, enfim, talvez seja uma das mais importantes ciências da atualidade. Pois dela depende a manutenção da vida em todo planeta. Sem a devida atenção a ciência da Ecologia, o futuro do planeta e a vida como conhecemos correm o risco de acabar.


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